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Pessoas com deficiência física (com limitações motoras)

Pessoas com deficiência física (com limitações motoras)

Na semana passada, aprendemos a diferença entre paraplegia e tetraplegia. Hoje vamos aprender um pouco mais, sobre uma das regras de etiqueta das pessoas não-deficientes em relação ao bom trato de pessoas com deficiência, no que se refere ao saber lidar com pessoas que possuem limitações motoras. Vejam a matéria abaixo:

Bom senso e naturalidade são fatores essenciais no convívioÉ preciso lembrar que não se trata de doenças, mas de limitações motoras. Uma gafe comum cometida por quem convive com pessoas deficientes física ou limitações motoras é se apoiar na cadeira de rodas, no andador ou pegar nas muletas. Na maioria dos casos, essas atitudes causam grande desconforto, já que estes equipamentos servem como facilitadores da mobilidade e precisam estar firmes. Agir desta forma é sinal de desrespeito. A dica é oferecer ajuda e nunca movimentar a cadeira de rodas sem pedir permissão. Já imaginou alguém encostando no seu carro, se apoiando nele, sentando no capô ou ainda empurrando seu carro para outra vaga no estacionamento sem a sua autorização? Pense nisso, queridos leitores!

Na próxima semana, aprenderemos o significado e o diagnóstico da Síndrome de Williams. 

Até a próxima e boa semana pa ra todos!

Fonte: Revista Sentidos

Síndrome Williams-Beuren

Queridos leitores do blog CPI BRASIL.COM, alguém já ouviu falar da Síndrome de Williams? Acredito que poucas pessoas conheçam, pois essa síndrome não é muito divulgada pelos meios sociais e pela mídia.

Hoje começaremos pelo significado e as características da síndrome de Williams.

A Síndrome de Williams, ou Síndrome Williams-Beuren, é uma desordem genética, raramente com manifestação hereditária, e que ocorre em aproximadamente uma criança a cada dez a vinte e cinco mil nascimentos; apresentando impactos nas áreas comportamental, cognitiva e motora. Descrita na década de sessenta, ocorre em ambos os sexos e grupos étnicos, e nem sempre é diagnosticada com facilidade.

Tais pessoas, na maioria dos casos, apresentam alterações no lócus do gene da elastina, em um braço do cromossomo sete. A diminuição desta proteína, portanto, justifica o porquê de geralmente apresentarem alterações cardiovasculares, voz rouca, genitália pequena, face característica, necessidade frequente de urinar, e envelhecimento prematuro. Aproximadamente outros trinta genes, deste mesmo cromossomo, resultam nas outras características atribuídas à síndrome.

Suas faces tendem a seguir certos traços, como nariz pequeno e empinado, lábios grandes, dentes pequenos, bochechas proeminentes, lábios grossos e queixo pequeno; apresentando-se sempre sorridentes. Apesar de nascerem com peso mais baixo, e terem crescimento mais retardado,
a puberdade geralmente se inicia mais cedo.

Portadores desta síndrome, apesar de demorarem um pouco mais a falar, se expressam de forma bastante articulada e fluente, sendo muito sociáveis, entusiasmados e comunicativos. Têm dificuldades em reconhecer ironias ou intenções não verbais de outras pessoas. As crianças tendem a apresentar maior facilidade em lidar com adultos do que com pessoas da sua idade.

Geralmente utilizam frases estereotipadas, gravam com facilidade nomes de pessoas e locais, e tendem a ter comportamento ansioso e hiperativo. Têm medo de altura e superfícies irregulares, possuem dificuldade de locomoção e equilíbrio, e também dificuldades de aprendizagem, principalmente no que diz respeito a cálculos numéricos e orientação espacial. Considerando que a maioria dos educadores não é devidamente preparada para lidar com alunos em condições especiais, tais dificuldades podem se apresentar bem maiores do que são, de fato.

Por serem hipersensíveis a sons, podem se assustar com determinados ruídos e barulhos; mas, em contrapartida, possuem grande facilidade e desenvoltura com a música.

Hoje é isso. Até a próxima!

Fonte: http://www.brasilescola.com/
Imagem retirada do Google Imagens

Síndrome de Williams

Dando continuidade ao assunto sobre a Síndrome de Williams, hoje aprenderemos a lidar com as pessoas portadoras dessa deficiência sentem-se excessivamente a vontade com estranhos; pequeno intervalo de atenção; memória excelente para pessoas, nomes e locais; grande sensibilidade aos sons e ansiedade (especialmente com acontecimentos futuros); medo de alturas, escadas e superfícies irregulares como a areia, tapetes e a relva; preocupação excessiva com determinados assuntos ou objetos. Embora muitas crianças com SW sejam excessivamente amigas com adultos e procuram a companhia destes, podem ao mesmo tempo mostrar dificuldade em fazer e manter amizades com pares da sua idade. As crianças e os adultos com SW são freqüentemente descritos como tendo personalidade ansiosas e com preocupação excessiva sobre a sua pessoa e os outros. Têm freqüentemente problemas de sono e de controle do esfíncter. Muitas são hipersensíveis a uma variedade de sons, como bater palmas ou riso alto, batedeiras, liqüidificadores, máquinas de lavar domésticas, podem mostrar ansiedade e medo quando ouvem ou antecipam estes sons. É claro que todas as crianças são diferentes e nem todas as crianças com SW mostram todas as caracteríticas aqui descritas, e nem com a mesma gravidade. Por isso o acompanhamento de um bom profissional é importante para o melhor desenvolvimento dela em toda sua fase de crescimento e idade adulta também.

Cuidados Gerais Importantes • Não administrar vitaminas sem controle médico, para evitar complicações relacionados à vitamina D. • Realizar avaliações cardiovasculares com especialista, periodicamente, pelo risco de hipertensão. • Orientações médicas, das áreas de reabilitação e, pedagógicas constantes. Gostaria de lembrar, que o amor e o carinho são as principais ferramentas para o bom desenvolvimento da pessoa portadora de uma síndrome ou deficiência. Se alguém tiver interesse em mais informações, acesse o Site Oficial da Associação Brasileira da Síndrome de Williams. O endereço é: http://www.swbrasil.org.br/ Feliz Ano Novo e até próxima!

 

 

Como lidar com a pessoa portadora de nanismo

Como lidar com a pessoa portadora de nanismo

Caros leitores do blog CPI BRASIL, para não cometermos nenhuma gafe com as pessoas portadoras de nanismo, abaixo estão algumas dicas da Revista Sentidos.

Nanismo é a condição de tamanho de um indivíduo quando a sua altura é muito menor que a média de todos os sujeitos que pertencem a mesma população. Admite-se que se pode chamar de nanismo quando o tamanho de um sujeito é bem inferior à média dos mesmos sujeitos, na mesma idade. Na espécie humana, em termos de adultos, o anão é uma pessoa que tem até por volta de 1,40 metro de altura.

O que mais preocupa os anões não é sua baixa estatura, mas a invisibilidade perante a sociedade.

Por algum tempo eles não eram reconhecidos. Qual programa humorístico dos anos 70 e 80, até dos anos 2000, não tinha em um dos seus quadros um anão? Mas esta realidade está mudando e é extremamente necessária a modificação da sociedade para com essas pessoas. "Alguém que sofre retaliações e desrespeito desde a infância pode ter uma depressão muito forte e não conseguir se estabelecer como cidadão", afirma psicóloga Cleuse Alves. Para que essa inclusão social fosse iniciada, o primeiro passo foi dado: O nanismo agora é considerado como deficiência. Com isso,eles podem participar da cota de empregos nas empresas, que devem reservar até 5% de suas vagas para essa população.

A dica para não aborrecer um anão é tratá-lo sem infantilidade. Não se deve usar palavras no diminutivo e tratamento como se fosse uma criança. Ah, e se a conversa for longa, se abaixe ou sente para ficar na altura dele, isso mostra respeito e interesse. Para uma boa saúde, os anões devem buscar a prática de esportes como natação, musculação e hidroginástica que são de baixo impacto e ajudam a controlar a obesidade a que estão propensos.

Até a próxima!

Fontes: Revista Sentidos/Wikipédia
Imagem retirada do Google Imagens

Nossa sociedade: Conquistas e falhas em relação à educação inclusiva

Como pedagoga e pessoa com deficiência penso que a grande falha da sociedade está no pouco investimento que é destinado a educação.
Atualmente nos deparamos com professores despreparados, mal remunerados, alunos e pais insatisfeitos e um ensino precário. É incompreensível que a educação não seja a prioridade de um país.
É certo que a escola de poucos ontem era e é historicamente diferente da escola de “todos” hoje. No entanto, lamentavelmente, não temos um ensino de qualidade nas escolas públicas. A inércia governamental no setor de investimentos educacionais foi incapaz, até hoje, de criar condições básicas de melhoria no ensino público. Quando digo “todos” me refiro à inclusão de alunos de todas as classes sociais. No que se refere aos alunos com deficiência, a verdadeira inclusão está caminhando a passos lentos, longe de se tornar uma realidade.
O preconceito aliado à discriminação da sociedade, o despreparo das escolas para lidar com a deficiência, a omissão e o descaso dos governos, contribuem significativamente para a exclusão desses alunos nas escolas. Afinal que democracia é essa tão propagandeada pelos governos anteriores e atuais, quando em seus discursos dizem que a escola é para todos?
É claro que hoje em dia é notória a visibilidade que a mídia tem dado para a questão da deficiência. Entretanto, a meu ver, essa visibilidade ainda está enfocada na pessoa com deficiência numa posição de vítima e com destaque na dependência. E isto, consequentemente, reforça ainda mais a discriminação. O papel da mídia, quando veiculado de forma correta, tem sido fundamental na promoção de atitudes positivas no sentido de incluir as pessoas com deficiência na sociedade. Contudo, no que diz respeito ao trabalho de sensibilização e conscientização, este vem sendo realizado bravamente e continuamente, há trinta anos, por instituições e grupos que se preocupam com a qualidade de vida desse segmento.
É uma luta diária, árdua e mobilizadora em busca de uma sociedade plural, que respeite e valorize as diferenças e onde todos possam ter direito a oportunidades iguais. As dificuldades são imensas, mas o sonho de mudar esta realidade supera qualquer barreira e obstáculo.

Vera Garcia (Blog Deficiente Ciente)

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